Walt Disney congelado.

Dizem que o criador do Mickey Mouse, Walt Disney, estaria congelado até que se descubram a cura para a sua doença.
No final dos anos 1960, rumores diziam que o cienasta Walt Disney teria doado grande quantidade de dinheiro em troca de uma experiência, que consistia no congelamento de seu corpo para futuros testes. Segundo boatos que circulavam na época, Ele estaria guardado em uma câmara criogênica debaixo de uma das atrações do seu parque, em Orlando – Flórida. Algumas versões afirmam que o corpo estaria escondido sob a atração Piratas do Caribe.
Investigando mais a fundo, descobrimos que o boato que prevalece é o de que, na verdade, não seria o corpo inteiro de Walt Disney que estaria congelado, mas apenas a sua cabeça! A idéia que sustentam é a de que apenas um cérebro preservado seria necessário para que num futuro, com os avanços da medicina e da tecnologia, consigam revive-lo.
Mas, como dissemos, tudo não passa de boato!
Em 1966 o empresário, ator, roteirista, desenhista, compositor, diretor se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno em seu pulmão esquerdo. A partir daí, o seu estado de saúde foi se agravando, forçando-o a ser internado novamente.
Em 15 de dezembro de 1966, devido a complicações em seu sistema circulatório, Walter Elias Disney falecera, aos 65 anos de idade.
Por que o boato sobre a possível criogenia de Disney?
Apesar de alguns estudos sobre a conservação de tecidos surgirem nos anos 1930, o assunto criogenia é contemporâneo de Walt. Durante os anos 1950 e 1960 circulavam milhares de artigos tratando de técnicas de preservação do corpo humano utilizando-se do resfriamento a baixissímas temperaturas, porém, não há nenhuma prova de que o diretor fosse interessado pelo assunto.
Na decada de 1950, por exemplo, o cientista inglês Audrey Smith conseguiu reviver hamsters que tiveram os cérebros e corpos previamente congelados.
No meio dos anos 1960, Isamu Suda, que era pesquisador do Departamento de Fisiologia da Universidade Kobe, no Japão, congelou vários cérebros de gatos e, depois de quase um ano, conseguiu reanima-los até que as ondas cerebrais dos ex-felinos voltaram a funcionar.
Um ano antes da morte do criador da Disneylandia, um livro chamado A Prospect of Immortality (Uma Perspectiva de Imortalidade), de autoria do professor de física, Robert C. W. Ettinger, fez sucesso e trata de assuntos ligados à criogenia. Robert previa em seu livro algumas questões éticas, filosóficas e jurídicas sobre o sujeito que resolvesse se congelar. O livro-manifesto lançou o conceito da criogenia que consistia em substituir todo o sangue do defunto por uma solução anticongelante e, logo em seguida, congelar o cadáver com nitrogênio líquido. Ettinger criou o Cryogenics Institute, em Michigan.
Outro fato que ajudou a alimentar a lenda do congelamento do corpo de Walt foi a rapidez e o excesso de segredo com que ocorreu seu funeral. Os empresários dos estúdios Disney, na época, não negaram o rumor, mas também nunca o confirmaram.
A filha de Walt Disney, Diane, logo após a morte do pai se pronunciou em público, afirmando que o seu pai nunca manifestou nenhum desejo de ser congelado após a sua morte. Mesmo com essa afirmação de Diane, somando-se ao atestado de óbito que comprovava a cremação do defunto, o boato continuou.
De acordo com o site Viajando para Orlando, depois da cremação de Disney, suas cinzas foram jogadas em Forest Lawn Memorial Park, em Glendale.
O primeiro ser humano a ser congelado criogenicamente foi o professor de psicologia da Universidade da Califórnia, Dr. James Bedford. Falecido aos 73 anos vítima de um câncer, James foi criogenado um mês após a morte de Walt Disney. Dizem que seu corpo ainda está em perfeitas condições na Alcor Life Extension Foundation.
Segundo o site Como As Coisas Funcionam, no final dos anos 1970, só nos Estados Unidos meia-dúzia de empresas ofereciam o serviço de preservação criogênica. No entanto, preservar e manter cada corpo era tão caro, que muitas empresas fecharam no fim dos anos 1990. Hoje em dia, de acordo com o mesmo site, apenas duas empresas oferecem atualmente esses serviços de suspensão criogênica, a Alcor Life Extension Foundation no Arizona – com 875 membros e 84 pacientes congelados – e o Cryonics Institute em Michigan, com 797 inscritos, 93 preservados e 60 animais de estimação congelados.
Um documentário interessante, em espanhol, resume nessa história toda:
Em 2008, o SBT fez uma matéria especial sobre Walt Disney, onde é abordada essa lenda sobre a crioconservação do mestre do entretenimento. O boato a respeito do possível congelamento do corpo de Walt Disney é apenas um dos inúmeros que rondam a vida do empresário. Quanto custa para ser congelado? A revista Mundo estranho, em sua versão online, publicou os valores aproximados para quem que estiver a fim de preservar seus tecidos post mortem. Para se congelar um corpo inteiro, a Alcor cobra 150 mil doletas enquanto que a Cryonics, apenas 100 mil dólares. Caso você queira fazer um geladinho apenas do cérebro, a Alcor cobra 80 mil.

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