Um homem perdeu metade do crânio devido ao consumo excessivo de bebidas energéticas

Tem intrigado muitas pessoas o fantástico relato de uma mulher chamada Briann,  alegando que os médicos tiveram de remover metade do crânio de seu marido chamado Austin, prestes a ser pai, por causa do consumo excessivo de bebidas energéticas.

O relato partiu da versão em inglês do Facebook no começo do mês outubro de 2017 e ganhou logo versões em português. De acordo com o relato, Brianna conta o drama sofrido por sua família, após seu marido ter tido metade do crânio removida devido a uma suposta hemorragia causada por consumo de energéticos, sem citar marcas ou dosagem. Devido ao fato de Brianna estar grávida do primeiro filho do casal, seu marido passou a fazer grandes quantidades de hora extra e para isso passou a consumir grande quantidade de bebida energética.

Ela relata que o esposo deu entrada no hospital, coincidentemente perto do momento em que estaria prestes a dar à luz ao filho do casal, e que o homem só foi submetido a cirurgia após essa dar à luz a um bebê.

O texto emotivo alerta para o perigo do consumo excessivo de energéticos, acompanhado de algumas fotos do homem com a deformação no crânio e a família.

Será isso verdade ou mentira?

A primeira publicação desse relato  foi feita na página Endres Photography, em inglês, no dia 03 de outubro de 2017. A postagem original foi removida, mas encontramos um print da publicação.  (

Os sites da America On Line e FoxNews tentaram investigar a fundo nessa história, mas não obtiveram êxito.

O jornal The Epoch Times tentou fazer uma entrevista com o casal, mas não conseguiu fazer contato

Mais afinal beber energético pode provocar hemorragia?

Embora não exista ainda nenhum caso confirmado de hemorragia causado por consumo de energéticos, alguns estudos mostram que o excesso pode causar problemas queda ou aumento da pressão sanguínea, o que consequentemente pode causar hemorragia.

Uma pesquisa feita pelo The Epoch Times descobriu que um estudo de abril de 2017 concluiu que beber 900ml de energético pode alterar a pressão arterial e as funções cardíacas. No caso, a cafeína contida na bebida, esse componente em doses até 400 mg  por dia é reconhecida como segura pela Food and Drug Administration (nos EUA). 900ml de energético contém cafeína, mas menos do que o café, Infelizmente não existem muitos estudos científicos sobre a segurança dos ingredientes dos energéticos.

Até o momento não existe provas de que o problema que fez com que os médicos retirassem parte do crânio do homem que aparece na foto tenha sido causada pelo consumo de energéticos!

As fotos parecem ser verdadeiras, mas o caso não foi provado.

LEIA O RELATO COMPLETO RTRADUZIDO:

“Olá, meu nome é Brianna, e essa é minha história …

O amor não são as pequenas coisas. Não são os telefonemas, as datas ou até as memórias. O amor é saber que você sacrificaria coisas que nem sabia que você poderia sacrificar. O amor é altruísta.

Você já sentiu sua vida tremer? Você já foi atingido com tanta turbulência emocional até o ponto em que tudo ao seu redor se torna confuso e abalado? Seus pulmões se sentem apertados e por um breve momento você não pode fazer nada. Você não consegue se mover, fica incapaz de pensar, incapaz de reagir. Eu sim. Experimentei algo que nunca pensei experimentar … durante o período de nove meses de gravidez com meu primeiro filho.

Estar grávida deveria ser uma das jornadas mais incríveis que você embarca. Você está criando uma nova vida. Você está experimentando um amor incondicional por alguém que você nem conheceu.

Austin e eu ficamos tão ansiosos para conhecer o nosso menino. Para trazê-lo para casa. Para ser uma família.

Eu nunca imaginei enquanto eu dormia naquela noite, que todo meu mundo seria quebrado em poucas horas.

Ainda me lembro de minha sogra, acordando-me naquela manhã. “Austin sofreu um acidente”, disse ela.

Tudo o que sabia era que meu marido estava no hospital. A pior parte? Eu não sabia por quê.

Depois de uma viagem de duas horas para o hospital, eu soube que meu marido, o pai do meu filho, a pessoa que eu amo muito, teve uma hemorragia cerebral. Por quê? Os médicos concluíram (depois de realizar testes e descartar drogas) que este evento horrível foi devido ao seu consumo recente de bebidas energéticas em excesso (um hábito que ele havia construído quando começou a trabalhar mais horas).

A cirurgia já estava em andamento … e, depois de uma agonizante espera de 5 horas, nós conseguimos vê-lo. Mas enquanto todos estavam focados no rosto quase irreconhecível ligado a todo tipo de máquinas e tubos, tudo o que eu podia ver eram seus pais. Eu vi a luz deixar os olhos de sua mãe quando viu seu filho imóvel deitado na cama do hospital. Eu vi seu pai se acabar de chorar enquanto segurava sua esposa.

Assistindo a esta família – minha nova família, a quem amo e fazia parte, ficar tão quebrada … esse é o pior sentimento que já senti “.

No dia seguinte foram duas rodadas de cirurgia no cérebro. Depois disso, foram convulsões, inchaço e mais coisas para as quais não estávamos preparados.

Houve um momento, sentado ao lado de sua cama de hospital, apenas rezando, em que senti que ele estaria bem, que eu sabia que nunca iria desistir dele. Por mais confusa que se tornasse nossa vida, eu estaria ao seu lado, apesar de tudo isso.

Depois de duas semanas de vida em um hospital, perguntando se ele sobreviveria ou seria tirado de nós, seguimos para casa.

Chegou a hora de nascer o bebê.

Eu não vou mentir para ninguém, foi tão difícil. Eu planejei que Austin fosse parte desse momento Estaria ao meu lado, segurando minha mão. Estaria lá para cortar o umbigo. Estaria lá para receber nosso filho no mundo.

Mas um milagre maravilhoso aconteceu quando dei à luz nosso filho. Austin acordou. Fiquei cerca de uma semana sem vê-lo. Pensei nele todos os dias. Eu chorei quando olhei para o meu filho, que parecia exatamente com seu pai.

Quando o bebê tinha apenas uma semana de idade, o deixei com meus sogros.

Eu sabia que precisava ver Austin. Eu precisava dizer-lhe que nosso bebê estava aqui. Para dizer-lhe o quanto precisávamos dele.

As semanas passaram. Nós o levamos a todo o estado, à medida que mais operações e procedimentos foram pedidos.

Com pouco mais de 2 meses de idade, nosso filho finalmente conheceu seu pai. Um dia eu não tive certeza de que se conheceriam. Esse foi o dia, então, em que meu coração recuperou a felicidade.

Algum tempo depois, ele pôde finalmente voltar para casa e para mim. Nossa vida não é normal. Há visitas médicas e visitas hospitalares – tantas, que eu perdi a conta.

Mas estamos aqui. Lutando.”

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