Physiologus e o Bestiário Mágico

Bestiário quer dizer livro das bestas e  embora escritores da antiguedade tenham relatado e descrito  animais imaginários, o primeiro a compilar tal assunto foi o escritor anônimo, de codinome Physiologus, que supostamente viveu entre os séculos II e V da nossa era.


Dizem tratar-se de um egípcio, e seu livro foi traduzir para diversas línguas, e ao longo dos séculos para cada cópia e tradução feitas, eram acrescentados mais animais, aumentando  o número de criaturas estranhas a ele.


Portando o manuscrito original tornou-se obra de vários autores,  englobando tradições judaicos, indianas, egípcias e gregas.


Alguns autores atribuem a esse texto a autoria de autoria de Clemente de Alexandria, ou Tatiano, ou Epifânio, ou Basílio de Cesareia ou, ainda, São João CrisóstomoO Peridéxion é a única árvore que está representada no manuscrito antigo do Physiologus  que consistia na descrição de animais, pássaros, criaturas fantásticas e pedras, acompanhados de conteúdo moral didático, sob a forma de metáforas para facilitar a aprendizagem e integração do cristianismo.



Durante a década de noventa considerava-se que o Fisiólogo teria sido escrito em Alexandria no (século II), até Alan Scott defender que a sua composição pertencia ao fim do século seguinte ou início do ainda posterior, por ser notável a influência de Orígenes. Scott também questiona Alexandria como lugar da composição do manuscrito, afirmando que as provas só indicam que tenha sido escrito no Egipto.


Embora estranhas, quase todas as criaturas listadas baseia-se em variações de animais reais, como o unicórnio que é um cavalo com chifres.


Segundo estudos conduzidos na Universidade de Aberdeen, terão sido os textos de São Paulo e Orígenes a revestir estas histórias antigas com o tecido cristão, onde se procurava mostrar que o mundo de Deus estava espelhado no mundo natural.



Referências :

  1.  The Origin of the Text in The Aberdeen Bestiary
  2.  Richard Gottheil, The Greek Physiologus and Its Oriental Translations, The University of Chicago Press, 1899. 
  3. Alan Scott, The Date of the Physiologus, Vigiliae Christianae, Leiden, Brill, 1998. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *