Pedra do Sal – Série Bairros Portuários

Cartão produzido pela Telemar com 30 créditos

Rua Argemiro Bulcão. A denominação do local tem origem no desembarque do sal para abastecer à cidade. Ao longo do tempo tornou-se imponto de encontro para manifestações culturais de caráter popular, sendo reconhecido com um espaço público ligados à história do samba.

A Pedra do Sal, no Morro da Conceição, faz parte da região conhecida historicamente por “Pequena África”, que se estendia do entorno da Praça Mauá até a Cidade Nova. Nas festas nas casas de escravos e forrós tocava-se o choro com flauta, cavaquinho e violão. No quintal, acontecia o samba rural, batido na palma da mão, no pandeiro, no prato-e-faca; e dançado com sapateados, peneiradas e umbigadas. Foi ali que nasceu o samba urbano carioca, que surgiram sambistas populares e antigos ranchos carnavalescos.



Um grupo baiano se instala na Saúde, onde a moradia é mais barata e mais perto do Cais do Porto, onde os homens buscam vagas na estiva.
As primeiras grandes docas do Rio de Janeiro surgem nesta época, datando daí o aparecimento de trapiches onde se arregimentavam os estivadores numa zona de ruas tortuosas e becos em torno da Pedra da Prainha, depois conhecida como Pedra do Sal, onde ficava o grande mercado de escravos.

A Pedra do Sal era considerada também local sagrado para despachos e oferendas das religiões africanas. Tombada como patrimônio histórico e religioso, dela eram extraídos pelos escravos, no século XIX, cortes de pedra para construção de ruas e do porto do Rio de Janeiro. O lugar, que ficava bem próximo ao mar, servia ainda como ponto de embarque e desembarque de sal, utilizado para fabricação de couro e conserva de carne.




O lugar é histórico e agora faz história no samba. Localizado bem perto da Praça Mauá e do cais do porto, era o local onde se escoava o sal que, na época, era usado como moeda de troca. Daí o seu nome, que dura até hoje. Também já foi um ponto de troca e venda de escravos trazidos de navio.
Depois, passou a abrigar atividades mais amenas, como o samba feito pelos estivadores após o trabalho. Hoje, atrai sambistas, profissionais e amadores, que fazem uma das melhores rodas de samba da cidade. 
As pessoas costumam chegar lá direto do trabalho e muitos se deslocam para o Centro especialmente para isso. A música é a mais fina nata do samba, desde novas composições até os clássicos nacionais. Fica cheio, principalmente às segundas e sextas-feiras, mas agradável.
Com uma grande pedra que vira uma espécie de arquibancada, é um programa tipicamente carioca: música boa, ao livre, com cerveja gelada e barata e um ambiente casual e democrático.

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