O Mokele-Mbembe, O Nabau, O Sirrush

O Mokele-Mbembe

 

Das selvas do Congo, Camarões e Gabão, existem relatos de uma criatura com pescoço longo e pegadas redondas, com três garras e uma couraça de escamas nas pernas. Sua pele é descrita com uma coloração predominantemente marrom-avermelhada.

 

O povo das regiões montanhosas de Likouala o chama de Mokele-mbembe, ou seja o espancador de rios (na língua lingala), descrevendo o formato de seu corpo semelhante ao de um réptil. Lingala é uma região pantanosa, habitada principalmente por tribos pigméias.

 

Alguns observadores mais exaltados dizem que o Mokele-mbembe pode chegar até 20 metros de comprimento, outros dizem que ele tem uma crista.

 

Os relatos sobre a serpente mokele-mbembe, começaram a ganhar fama, quando em 1776, uma expedição de padres franceses ao oeste da África, relata o avistamento de pegadas de um animal monstruoso com 90 centímetros de cumprimento, segundo o Abade Proyart, membro da missão francesa.

 

Em 1913, o governo alemão envia o capitão Freiherr Von Stein, para estudar a geografia de Camarões e em seus relatos na fronteira do Congo, esse anota relatos dos guias que falam de uma animal monstruoso.

 

Em 1976, o biologo James Powell, também regsitrou relatos de nativos do Gabão, de avistamento do monstro em um rio chamado N`yamala. São muitos relatos, porêm nenhuma prova até o momento.

 

Exista que defenda que o mbembe, seja um dinossauro que escapou da extinção, devido a semelhança das descrições com a de um dinossauro saurópode, mais precisamente o apatossauro. Porêm outros pesquisadores acreditam que trata-se apenas de um crocodilo gigante.

 

Outro relato de cobra gigante é o Nabau, nas selvas do Bornéu.

 

O tamanho descrito fica entre o tamanho maior que um hipopótamo e menor que um elefante. Dizem as lendas do povo do Bornéu, que trata-se de uma cobra com cabeça de dragão e sete narinas.

 

Os relatos das selvas do Bórneu ganharam fama, quando a falsa foto de uma cobra gigante foi publicada em jornais sensacionalísta.

O Sirrush

 

Snake Dragon marduk ishtar

 

Existem ainda uma descrição de criatura semelhante na mitologia babilônica, sendo que no grande porta de Ishtar, está o desenho de um monstro com formas semelhante, e com o corpo coberto de escamas, nominado na escrita cuneiforme como Sirrush. Seu nome significa “serpente furiosa”, possui pernas felinas na dianteira e de aves na traseira, e sua cauda possui um ferrão venenoso.

 

O portal de Isthar, foi descoberto em 1902, pelo arqueólogo Robert Koldewey. O portal exibe imagens do Sirrush juntamente com outras criaturas reais, o que levanta a suspeita que poderia ter existido esse animal.

 

Com a evolução da religião babilônica o Sirrush vai recebendo outros nomes, como Ninazu, Tispak e Marduk, e inclusive existe sua citação na bíblia judaica. Sendo que sua descrição no portal de Isthar data de 600 a.C, no reinado de Nabucodonosor.

 

Em 1918, Koldewey compara o Sirrush a um Iguanodonte, um dinossauro extinto, outra teoria o compara a um Sivatherium, um animal extinto a 8.000 anos, semelhante a girafa. Ou então seria um auroque, raça de boi selvagens, trazidos da Índia, considerados sagrados nas cortes da Babilônia.

 

Fósseis de animais pré-histórico, podem ter dados origems a lendas de serpentes gigantes, uma delas é a Titanoboa cerrejonensis (serpente titã) foi uma espécie de serpente que existiu de fato há 60 milhões de anos atrás, no período do  paleoceno, habitava nas florestas tropicais da América do Sul.

 

Trata-se da única espécie incluída no género Titanoboa. Através da comparação do tamanho e da forma das suas vértebrasfossilizadas com aquelas das cobras atuais, os investigadores estimam as suas medidas.

 

Acredita-se que medisse cerca de 13 metros de comprimento, 1,1 metros de diâmetro e pesasse cerca de 1100 kg, o que faz dela a maior espécie de serpente alguma vez descoberta.

 

Ao todo foi encontrado 28 fósseis desta espécie nas minas de carvão de Cerrejón, Colômbia no início de 20091. Antes desta descoberta eram poucos os fósseis de vertebrados deste período descobertos nos antigos ambientes tropicais da América do Sul

 

Esta serpente foi descoberta durante uma expedição científica  internacional liderada por Jonathan

 

Bloch, um paleontólogo especialista em vertebrados da Universidade da Flórida e por Carlos Jaramillo, um paleobotânico do Smithsonian Tropical Research Institute do Panamá.

 

Cerrejón é um importante sítio arqueológico do período paleoceno, onde diversos animais são preservados em seu habitat natural, antes da extinção.

 

Essa serpente era o principal predador dessas selvas, ela tem a forma de uma jibóia, mais se comporta como uma anaconda. Acredita-se que ela se alimentava de tartarugas, peixes, jacarés e mamíferos.

 

Veja um documentário so History Channel sobre o Modele-mbembe

 

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