Mondex – A nova moeda do mundo

Um teoria da conspiração famosa diz que pessoas muito ricas estão usando a nova moeda do mundo.
Veja essaapresentação abaixo e tire suas próprias conclusões:

Existe tambêm uma versão no youtube. Essa história surgiu em fevereiro de 2004 e ganhou versões em várias linguas pelo mundo inteiro. De acordo com o site americano BreakTheChain, a versão original foi criada no do Brasil. O texto, que vem acompanhado de várias imagens em uma apresentação, diz que existe um projeto mundial onde o governo instalaria um micro-chip em cada cidadão e, com esse implante pode-se fazer transações financeiras e abolir de vez o dinheiro e outros documentos. Analisando essas apresentações, pode-se notar que ela tem a mesma estrutura de várias farsas que circulam pela internet: – é confuso e alarmista; – usa, em alguns trechos, várias palavras em MAIÚSCULAS, para chamar a atenção; – diz que a informação é recente, apesar de ser bem antiga; – usa trechos da bíblia para confundir o leitor; – cita nome de empresas multi-nacionais; – pede para ser repassado ao maior numero de pessoas; Logo no primeiro slide, o texto diz que essa é a novidade mais recente do mundo! Se fosse verdade, já não seria mais novidade devido ao tempo que ela já circula pela rede. Em seguida, pode-se ler que o aparelho (do tamanho de um grão de arroz!) já tem ajudado a inibir vários seqüestros de empresários em todo o mundo. Como que um aparelho invisível inibiria um seqüestro ? Mais adiante o autor explica como a “novidade” funciona e que vários países já estão envolvidos no projeto. Diz também que foram gastos mais de um milhão de dólares só para descobrirem que os únicos lugares no corpo humano onde é possível se fazer o implante são: a mão direita e/ou a testa! Aí vêm as dúvidas: – Qual a diferença da mão direita que não tem na esquerda? E quem é canhoto? – Como que o corpo humano, tão complexo e cheio de lugares interessantes para se colocar um aparelho do tamanho de um grão de arroz, não tem outro lugar para se implantar o mondex? A resposta é simples: o autor criou esse trecho só para poder coincidir com o trecho citado na bíblia. O texto diz que o processo cirúrgico é muito complicado, tão complicado que a sua remoção é muito difícil e quase impossível, porém, em uma das imagens podemos ver que a ferramenta usada no implante é uma seringa. Uma prova de que há outros lugares no nosso corpo para se implantar algum dispositivo é uma notícia que foi publicada na revista Veja, na edição 1.743, de 20 de março de 2002. Segundo a revista, a empresa Applied Digital lançou em 2002 um micro-chip chamado de VeriChip, que é implantado no braço ou ombro, e emite a localização exata de seu portador, no caso de um seqüestro. Também não é necessário se recorrer à chips para abolir o cartão magnético. O banco Bradesco, por exemplo, começou a utilizar em 2008 um sistema de autenticação do cliente pela palma da mão! Para retirar dinheiro em um caixa eletronico, o cliente coloca a mão aberta em um escaner e esse reconhece a mão e libera o dinheiro. E não precisa ser necessariamente a mão direita. Pode ser usada qualquer uma das mãos, desde que essa seja pre-cadastrada no sistema do banco. O sistema reconhece o padrão das veias da mão, que é único em cada indivíduo, tornando impossível qualquer tipo de fraude! Essa tecnologia chamada-se biometria. O professor Gilson Medeiros, graduado em teologia e pós-graduado em sociologia, explica em seu blog mais alguns pontos que denunciam a inveracidade do implante Mondex.
O texto dala de uma Bateria de Litio que se carrega com a temperatura do corpo humano. Fruto da imaginação do autor, além de mentira, sem qualquer noção de como se funciona um chip subcutaneo, e não tem nenhuma noção de física
O nome Mondex pertence à empresa MasterCard e refere-se á tecnologia usada nos smart cards, ou seja, não tem nada a ver com implantes em seres humanos, e sim com chips usados em cartões de crédito e débito.
Um coisa é certa, com toda essas associações com o apocalipse, esse chip se um dia existir nunca dará certo, pois as pessoas terão medo de usa-los. Como diz o ditado, melhor prevenir que remediar.

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