Mitos Clássicos

No mundo ocidental, aqueles denominados de mitos são histórias geralmente de origem grega que foram adotadas e transmitidas pelos romanos quando eles governavam o mundo. Depois que a última rainha, Cleópatra, de 21 anos, aliou0se a Júlio César em 48 a.C., alguns dos mitos egípcios também entraram em Roma.
Na Grécia, a teogonia de Hesíodo, escrita no século VIII a.C., contava as origens dos deuses e o estabelecimento do governo de Zeus. Seu relato da sucessão de gerações de Deuses mostra a influência da mitologia do oriente próximo, particularmente suméria, Acádia e Hitita. Por volta da mesma época, Homero registrou a saga da guerra de Tróia e a jornada de dez anos de Odisseu na Ilíada e na Odisseia. Outros poetas e dramaturgos expandiram bastante esse material ao longo dos séculos.
Em Roma as metamorfoses de Ovídio, escritas no século I, reuniram cerca de 250 histórias míticas e se tornaram um sucesso popular instantâneo. Ele traduziu e adaptou muitas lendas gregas para versões romanas, muitas vezes alterando os nomes e locais. A influência de Ovídio na arte e na literatura ocidentais não pode ser exagerada. Ele foi uma das principais inspirações de Dante, Chaucer, Shakespeare, Miton e outros.
Temas Comuns
Dentre as muitas centenas de mitos que chegaram até nós, há muitos temas que se repetem.
Profecias de uma criança ainda não nascida que algum dia aparecerá para matar um governante. Os esforços feitos para barrar essa profecia geralmente acabam na sua realização.
Mulheres e homens mortais que se comparam aos deuses, e geralmente acabam atraindo sua ira.
Fidelidade as obrigações sagradas que geralmente trazem recompensas, e a sua recusa atrai castigos.
Um filho bastardo nascido do amor de uma mulher e um deus.
Se você tentar fugir de seu destino ele o alcançará e o destruirá.
Prometeu e Pandora

Prometeu e Epimeteu eram dois dos quatro filhos do titã tapeto. Prometeu era sábio, mas Epimeteu era tolo. Quando os deuses estavam criando as criaturas vivas, Epimeteu recebeu a tarefa de atribuir qualidades a elas. Mais depois de terminado o trabalho Prometeu descobriu que seu irmão dera todas as força e poderes, para os animais, deixando os humanos indefesos. 

Para remediar a situação Prometeu roubou o fog dos deuses e o deu à humanidade. Assim Prometeu se tornou o benfeitor e protetor da humanidade, em oposição a Zeus, que temia que os humanos se tornassem demasiado poderosos e ameaçassem seu governo.
Zeus exigiu que os homens oferecessem sacrifícios de animais como tributo aos deuses do Olimpo. Prometeu dividiu as partes cortadas de um boi em duas pilhas e pediu a Zeus que escolhesse uma porção para os deuses. Em uma pilha, Prometeu havia embrulhado a carne e os órgãos comestíveis na pele seca. Na outra, ele escondera os ossos e as partes no comestíveis debaixo da gordura brilhante. Zeus escolheu a segunda pilha e , dali em diante, os humanos passaram a queimar a gordura, os ossos e os restos como oferenda aos deuses e a guardar a carne e o couro para si.

Furioso por ter sido enganado novamente, Zeus planejou uma vingança contra Prometeu e seus queridos humanos. Pediu que Héfeso, o deus ferreiro, fizesse uma mulher de argila, e todas as deusas lhe emprestaram alguns de seus atributos. Ela recebeu o nome de Pandora, que significa presente de todos. Zeus deu a ela uma caixa que lhe disse para nunca abrir e depois mandou que Hermes a levasse até Prometeu. Mas Prometeu não era bobo de aceitar algum presente de Zeus e recusou, Epimeteu, porém, ficou encantado que casou com ela.
Depois de algum tempo, obviamente Pandora não conseguiu conter a sua curiosidade sobre o conteúdo da misteriosa caixa e a abriu, como Zeus sabia que ela faria. Dali saíram todos os males e doenças que assolaram para sempre a humanidade. Pandora fechou a tampo exatamente a tempo de evitar a fuga da esperança, que continua a ser um conforto para os tempos mais difíceis.
Prometeu sabia que Zeus, por sua vez, seria derrubado algum dia por um novo deus, mas se recusou a dizer a ele quem seria. Em uma fútil tentativa de tortura-lo para obter a verdade, Zeus acorrentou Prometeu em uma das montanhas do Cáucaso e enviou seu poderoso abutre para comer se fígado todos os dias. Como Prometeu era imortal, o fígado voltava a crescer à noite. Mais tarde, ele foi liberado dessa agonia por Héracles.

Inanna e Dumuzi




Inana era a rainha do céu na antiga Suméria. Conhecida como Ishtar na Babilônia, era a deusa mais importante da Mesopotâmia. Representada com ricas estas ou nua, Inana é uma deusa do amor, da fertilidade e da guerra. Ë também a personificação do planeta Vênus, simbolizada por uma estrela de oito pontas.

Sua história mais conhecida é a descida de Inana para o mundo subterrâneo. Tendo decidido estender seus domínios para o mundo inferior, Inana passa atravêz de sete portões e deve deixar algo para trás em cada um deles. Ela é despida de sua coroa, seu cetro, seus poderes, suas jóias, seu cinturão, seus trajes e, finalmente seu nome, entrando em Aralu, o mundo subterrâneo, nua e sem nome.  Quando ali chega, sua cruel irmã, Ereshkigal, governante do mundo subterrâneo, a condena à morte, pendurando seu cadáver em um gancho de açougue.

Com a morte de Inana, nada mais crescia na terra. O sábio Enki, deus da criação e da medicina, que conhecia os segredos da vida e da morte, declarou que Inana só poderia renascer se alguém  assumisse seu lugar. Ela escolheu o marido Dumuzi, deus da vegetação, que dali em diante governaria o mundo subterrâneo por metade do ano. No equinócio de outono, o início do ano novo, Dumuzi voltava a terra, sua união com Inana renovava a natureza.

Ísis e Osiris


Ísis era a deusa mais cultuada pelos egípcios e, mais tarde, no império romano. É a rainha do céu e da terra e também governa o mar. Seu irmão e marido era Osiris, o deus verde dos campos férteis, que representava o princípio do bem. Seu irmão Set era o deus vermelho do deserto ardente e representava o princípio do mal.

Certa vez, Set derrotou Osíris, cortou seu corpo em 14 pedaços e os espalhou por todo o Egito. Ao longo de muitos meses, Ísis delicadamente procurou reunir todos os pedaços exceto um seu pênis. Ela  fabricou um novo, de madeira, e realizou cerimonias especiais com os outros deuses para juntar todos os pedaços, e devolver a Osíris a vida, no momento em as plantações começassem a brotar.

Assim, Osíris tornou-se o deus da ressurreição, bem como senhor do mundo subterrâneo e juiz dos mortos, ele é representado como uma múmia de rosto verde.

Ísis deu a Osíris um filho, chamado Horus. Comumente representando com cabeça de falcão, ele representava o poder de Rá, deus do sol. Horus enfrentou e derrotou Set, mais perdeu um olho na batalha, e o olho de Horus tornou-se um símbolo de proteção, conhecido como Udjat.

Deméter, Perséfone e Hades
Coré, a donzela-flor, era filha de Deméter, deusa da agricultura. Certo dia, quando Coré colhia flores, viu um belo narciso negro, mas suas raízes iam até o mundo subterrâneo. Quando ela o puxou, o chão se abriu  e o sinistro Hades, senhor dos monstros, surgiu com seu carro d ébano puxado por cavalos negros de olhos de fogo. Agarrou Coré e levou-a para o seu reino, onde ela o serviu como rainha. Ali ela era conhecida como Perséfone,
Deméter ficou tão perturbada pelo desaparecimento de sua filha que deixou de cuidar da fertilidade dos campos e vagou pelo mundo angustiada em busca de Coré. Enquanto isso a terra ficou estéril e fria, e o primeiro inverno se instalou. As pessoas morriam de fome pela negligência de Deméter e no podiam mais fazer oferendas aos deuses. Zeus pediu a Deméter que fosse mais branda, mas ela insistia na devoção por sua filha. Por isso Zeus decretou que Perséfone fosse devolvida, desde que não tivesse  comido nada enquanto permaneceu no mundo subterrâneo.
Mas, Perséfone engolira três sementes de romã, estando assim presa ao reino sombrio. Por isso foi preciso chegar a um acordo, Perséfone passaria um terço do ano reinando com Hades, como rainha dos mortos, e os outros dois terços no ano sobre a verde terra com Deméter. O retorno de Coré a cada primavera com as flores era um renascimento que apagava todas as lembranças do ciclo anterior.
Essa história era representada anualmente nos Mistérios de Elêusis, um festival de 11 dias que ocorreu desde pelo menos o século XIII a.C. até 395 d.C. quando Alarico, o Godo, destruiu o Templo de Elêusis.

Atena e Poseidon


Para frustar uma profecia de que seria derrubado por um de seus filhos, Zeus engoliu sua primeira esposa, Métis, quando  ela estava grávida. Ao invés de um filho, ela deu à luz uma filha, Atena, que surgiu já crescida e armada da testa de Zeus. Como deusa da guerra e da sabedoria, ela lutou na grande batalha dos titãs e suas brilhantes estratégias conquistaram a vitória dos deuses. Arena tornou-se uma das maiores deusas da Grécia, tanto na paz quanto na guerra. Era a defensora do estado e de todas as artes e ofícios pacíficos, que inventou e ensinou à humanidade.

Depois que os deuses olímpicos derrotaram os titãs, os primeiros três irmãos tiraram a sorte e dividiram os mundos entre si. Zeus ficou com o céu, Poseidon recebeu o mar e Hades ficou com o  mundo subterrâneo. Poseidon não governava apenas as ondas, também era mestre dos cavalos, incluíndo cavalos marinhos.

Atena e Poseidon competiam para saber quem seria a divindade padroeira da capital grega. Zeus decretou uma competição que seja vencida por aquele que oferecesse o maior presente ao povo, sendo o vencedor determinado pelo número de votos, na primeira eleição de que se tem registro. Poseidon bateu no chão com seu tridente e dela jorrou uma fonte de sal e um cavalo. Arena ofereceu a oliveira,

Todos os homens votaram em Poseidon e todas as mulheres votaram em Atena. Entretanto havia uma mulher a mais do que os homens a Atena ganhou a eleição por um voto

Mais os homens ressentidos com a derrota, tiraram o direito de voto das mulheres, mais mantiveram Atena como divindade padroeira e deram a ela o nome da cidade.

Janete e Tam Lin

Janete era a filha independente de um conde medieval. Certo dia, ela saiu sozinha para explorar a floresta próxima da Carterhaugh. Ao colher uma rosa, um belo jovem repentinamente apareceu e a desafiou, dizendo que era o guardião da floresta. Janete respondeu que não queria causar nenhum problema e perguntou quem ele era. Ele respondeu que era Tam Lin, um cavaleiro elfo. Ele desejava voltar ao mundo mortal, mais estava preso ao reino das fadas por encantamento.

Os dois se apaixonaram e Janete ficou grávida. Certo dia, Tam Lin disse a ela que aquela noite era Samhain, quando as hostes encantadas saíram para a caçada selvagem, e ele sairia com ela. Com coragem a amor, ela poderia ganha-lo da rainha elfica. À meia noite, ela deveria esperar em uma encruzilhada até que os cavaleiros élficos passassem. Em seguida, ela o puxaria de seu cavalo branco  e o abraçaria bem forte, não importasse o que acontecesse.

Janete fez como instruído. A rainha fada atirou feitiços em Tam Lin, transformando primeiro em um largado, depois em cobra e, finalmente, em um bloco de ferro incandescente. Janete continuava a segurar e não o largava. Finalmente, ele voltou à sua forma como homen nu e Janete o envolveu em seu manto verde. A rainha elfa gritou amargamente, poisse soubesse que uma mulher mortal teria conquistado o amor de Tam Lin,  seu coração seria destruído e substituído por uma pedra.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *