Livro mostra Amazônia internacionalizada!

Esta é a mensagem original, sem adições ou correções gramaticais. Recebida em dezembro de 2003.
“….Para ficar indignado!

No dia 24/5 o jornal “Estadão” publicou sem destaque nenhum, e em três minúsculas linhas, a denúncia gravíssima de uma brasileira residente nos EUA. Os livros de geografia de lá, estão mostrando o mapa do Brasil amputado, sem o Amazonas e o Pantanal. Eles estão ensinando nas escolas, que estas áreas são internacionais… ou seja, em outras palavras, eles estão preparando a opinião pública deles, para dentro de alguns anos se apoderarem de nosso território com legitimidade. Nós somos brasileiros e, no mínimo, temos de nos indignar com esta afronta. Vamos passar este e-mail para o maior número de pessoas que conhecermos, e para que eles saibam que, embora eles não noticiem o fato, nós, povo, estamos sabendo.

Celso Santos
Editora Abril S/A
Revista Casa Claudia


Se alguém duvida que nos Estados Unidos existem mapas do Brasil sem a Amazônia, vejam a página deste livro anexo, onde a Amazônia é dita como da responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas, pois ela está localizada na “…Améria do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo”, é parte de “…oito países diferentes e “estranhos…” irresponsáveis, cruéis e autoritários…”, povos cruéis, tráfico de drogas, e o “…povo é inculto, ignorante”…”, podendo “…causar a morte do mundo todo dentro de poucos anos…”
É só conferir na página 76 do livro DIDÁTICO norte-americano “Introdução à Geografia”, do autor David Norman, utilizado na Junior High School (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira). Isso explica a “Operação Colômbia”, as tropas americanas (80 mil) homens! no Suriname, a apropriação da base aérea (da FAB) de lançamentos de Alcântara, a intenção dos Estados Unidos de colocar um escritório da CIA na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu), e a implementação de DUAS bases militares na Argentina, uma na Patagônia e outra próxima a Buenos Aires.
Ou seja, a Amazônia está CERCADA, sitiada por forças americanas, que garantirão a posse da região a qualquer hora dessas.
Como já foi mostrado (ou justificado?) que a “guerra” contra Osama Bin Laden (de quem não se tem a MÍNIMA prova de que tenha realizado os ataques de 11 de setembro) e o Talibã é muito mais uma questão de passar um oleoduto pelo Afeganistão (para tirar o petróleo russo do Mar Cáspio), que o Talibã não concordava, é de uma clareza solar os motivos dos Estados Unidos na sua pretensão de “pacificar” a América do Sul, e de “combater” o narcotráfico na Colômbia, enviando para lá imenso arsenal e 100 MIL homens!
Vamos ficar de braços cruzados e boca calada? Ou vamos reagir?
Dos parlamentares, esperamos AÇÃO IMEDIATA.
Dos cidadãos, que REPASSEM esta notícia a todos os seus conhecidos!
Dos jornalistas, que DIVULGUEM este absurdo, para que a Nação se levante contra essa violência inominável!
Durmam em Paz. Se puderem!
A HORRORIZANTE TRADUÇÃO DO TEXTO QUE ESTÁ AO LADO DO MAPA

Uma introdução à Geografia

Em uma seção ao norte da America do Sul, uma extensão de terra com mais de 3.000 milhas quadradas.
3.5-5 – A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA
Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. É chamada PRINFA ( A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo fato de a Amazônia estar localizada na America do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis,cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego de drogas , da ignorância , e de um povo sem inteligência e primitivo.
A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23 e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo, visto que a posse destas terras tão valiosas nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos anos.
Texto à direita da borboleta
Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os tipos de animais e vegetais.
O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade.
PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração...””
Esta é uma farsa bem inventada que muita gente acreditou e continua acreditando. Esse boato ganhou forças em 2001 e se espalhou pelo mundo em pouco tempo. O pior de tudo é que depois de tanto tempo ainda continua redendo discusões. Trata-se de uma história muito mais antiga do que a Internet, a internacionalização da Amazônia.
O e-mail é cheio de informações características de fraudes como traduções errôneas, pede para ser repassada ao maior número de pessoas possível.
POr um lado é fácil acreditar nesse e-mail, afinal, desde muito tempo escutamos essa história de que os Estados Unidos estariam interessados em compra” a Amazônia.
O doutor George Felipe Dantas, mestre pela Graduate School of Education and Human Development da The George Washington University, com atuações como consultor da ONU cita os seguintes fatores para que esse boato tenha sustentação:
1- a Amazônia é rica;
2- os brasileiros não teriam, supostamente, competência para administrar a região e preservá-la, nem para o Brasil, tampouco para o restante da humanidade;
3- existem países de maior capacidade de expressão do poder político/militar que o Brasil (os EUA sendo o maior deles);
4- a região amazônica já foi, inclusive, ‘virtualmente separada’ do território brasileiro nos tais dos mapas, (segundo a ênfase do conteúdo do boato).
Só com esses argumentos o boato já ganha força para que muitos acreditem. Além disso, tem outra coisas que estão em questão nesse fato.
A ameaça a soberania brasileira seria motivada pelo fato de a Amazônia ser o pulmão do mundo.
Não é bem assim! De fato, a enorme quantidade e diversidade de plantas existentes na Amazônia é de uma riqueza que não deve ser destruída. Mas, aproveitando para desmistificar mais essa lenda, o site do Projeto Ockhan há uma explicação razoável sobre esse mito de que Amazônia é o pulmão do mundo. Segundo eles, “parte do oxigênio produzido por uma árvore através da fotossíntese é consumido na obtenção de energia através de sua respiração celular. Outra parte dos carboidratos produzidos pela fotossíntese não são queimados e sim incorporados à estrutura da planta à medida que ela cresce (amido e celulose são carboidratos complexos). Em outras palavras, a planta “fixa” parte do carbono que ela remove da atmosfera… Em suma, podemos dar vários motivos para proteger as florestas, mas os níveis de oxigênio e dióxido de carbono da atmosfera não são um deles. Aliás, a própria escolha do termo “pulmão do mundo” já demonstra um certo desconhecimento de biologia. Afinal de contas, nossos pulmões absorvem oxigênio e liberam dióxido de carbono, e não o contrário.”
Mas como foi que esse boato surgiu?
Acompanhe.
Cronograma :
1999 – um site mantido por ex-militares das Forças Armadas criou esse mapa (talvez, como forma de protesto!), mostrando que em 1816 os Estados Unidos já estavam de olho na Amazônia. E em pouco tempo, o mapa se espalhou pela rede.
2000 – Michelle Zwede – uma professora brasileira do Brazil Center da Universidade do Texas, em Austin – resolveu, indignada, mandar um e-mail para os criadores do site para questionar a veracidade do mapa.
2000 – o mapa começou a recircular. Dessa vez, com o nome da professora anexado ilegitimamente ao texto, dando maior credibilidade ao fato.
Maio de 2000 – O Jornal da Ciência da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) não tomou o cuidado de certificar a veracidade da fonte e distribuiu o texto falso para milhares de assinantes, via e-mail.
23 de maio de 2000 – O Jornal O Estado de São Paulo publicou a notícia como verdadeira, tanto na versão impressa como na digital. A partir daí, o hoax passou a anexar também o nome do jornal ao corpo da mensagem, aumentando ainda mais a veracidade do mapa. Depois que o jornal descobriu o erro, tirou imediatamente a matéria do ar.
Junho de 2000 – O embaixador brasileiro nos EUA, Rubens Barbosa, e o embaixador dos EUA no Brasil, Anthony S. Harrington, desmentiram a notícia. Depois de várias investigações, o Jornal publica um pedido de desculpas.
Outubro de 2000 – O boato volta a se espalhar pela rede. Até hoje, em 2008, continuamos a receber.
O citado livro intitulado “Introdução à Geografia” não existe. Não encontramos em nenhum site de busca, em nenhuma livraria virtual e nem na biblioteca do Congresso Americano.
O suposto autor do livro – um tal de David Norman – não escreveu nenhum livro sobre geografia. David Norman é um paleontólogo e escreveu vários livros sobre dinossauros.
O jornalista Paulo Rebêlo afirmou em entrevista que os estudantes americanos não têm aula de geografia. Segundo o jornalista, a matéria não faz parte do currículo dos norte-americanos.
No site Novo Milênio há uma relação com os vários erros de escrita que, segundo eles, pode ter sido feito por um brasileiro, ou alguém de língua latina, que converteu o texto para o inglês.
Não foi encontrado nada a respeito da sigla PRINFA.
Em todos os livros, as páginas pares são impressas no lado esquerdo. Como “76” é um número par, a editora teria cometido o erro de impressão ou a foto do livro seria uma montagem.
Além de uma diagramação mal feita, há muitos erros na gramática. Será que alguma escola americana adotaria tal livro para ensinar seus jovens?
O texto pede para que você repasse para todos os seus conhecidos. Característica de spam.
Conclusão : Notícia falsa.

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