Dica de como burlar o teste do Bafômetro.

Veja a mensagem original como foi recebida, sem adições ou correções ortográficas.
” …Parece que funciona, tem fundamento, mas faça um teste antes com um policial amigo.
Meu nome é Bruno Barreto Alvez. Sou formado em Química pela PUC de Campinas e vou deixar uma dica para escapar do teste do bafômetro desde que você não esteja muito bêbado e não consiga seguir as dicas abaixo:
1) No final da balada seja no bar ou em alguma festa antes de sair peça ao garçom um copo descartável com COCAL COLA com bastante gelo.
2) Vá embora com o seu copo embora no carro vá dando umas goladas de vez em quando.
3) Chegou na BLITZ maior comandão tome um gole bom de COCA COLA garantindo que as pedras de gelo menores fiquem em sua boca.
4) Se o do policial pedir primeiro documentos e coisa e tal tome outro gole seguindo o mesmo procedimento 3.
5) Finalmente o Bafômetro sopre devagar e no mesmo ritmo, mesmo que você tenha tomado um monte mas se sente legal o teste vai dar negativo ou abaixo dos 0,02 mg/l de sangue.
Isto acontece pelo fato do hidrogênio liberado pelo gelo anular a maior parte da associação do álcool no ar do seu pulmão, esta dica é velha e foi descoberta por estudantes de Química Americanos que tiveram que enfrentar o mesmo tipo de punição nos anos 70 e 80. Agora no EUA não se usa mais o bafômetro e sim o teste da faixa que ai não tem estudante, professor, PHD que de jeito.
A COCA COLA para que serve? você não vai querer ser parado com um copo de WISKY com gelo[HIC!!!] , então bota qualquer refrigerante menos água pois demora mais para retirar o hidrogênio do gelo…”
Essa historia está circulando pela internet desde o começo de julho de 2008, um pouco antes do aniversário de um mês da vigoração da chamada lei seca. De acordo com o texto, basta fazer o teste do bafômetro com a boca cheia de gelo para que o aparelho não detecte o álcool ingerido.
Pra quem ainda não sabe o que é a nova Lei Seca, trata-se da Lei 11.705, de 19 de junho de 2008, que alterou a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que ‘instituiu o Código de Trânsito Brasileiro’. Essa nova lei de pune quem estiver dirigindo embreagado com, além do pagamento da multa de R$ 955, a perda da carteira de motorista por 12 meses e, segundo Marcos Pantaleão, advogado da Comissão de Direito de Trânsito da OAB de São Paulo, – em entrevista ao G1 – o motorista que se recusar a fazer exames de bafômetros e de coleta de sangue para verificar a quantidade de álcool consumido estará sujeito às penalidades do artigo 165, do CTB. “Este dispositivo, em tese, fere o princípio constitucional que ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio”, afirma.
É bom lembrar que o policial está habilitado a encaminhar o motorista supeito de embreaguês à delegacia, este fazendo ou não o teste do bafômetro! Mesmo que o motorista consiga usar de algum artifício para dar uma enganada no aparelho, havendo fortes indícios de bebedeira, pode ser levado pra DP.
Como funciona o bafômetro?
Segundo o Wikipédia, “O motorista deve assoprar o bafometro com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio. …O sensor é um elemento formado por um material cuja condutividade elétrica é influenciada pelas substâncias químicas do ambiente que se aderem à sua superfície. Sua condutividade elétrica diminui quando a substância é o oxigênio e aumenta quando se trata de álcool. Entre as composições preferidas para formar o sensor destacam-se aquelas que utilizam polímeros condutores ou filmes de óxidos cerâmicos, como óxido de estanho (SnO2), depositados sobre um substrato isolante. A correspondência entre a concentração de álcool no ambiente, medida em partes por milhão (ppm), e uma determinada condutividade elétrica é obtida mediante uma calibração prévia onde outros fatores, como o efeito da temperatura ambiente, o efeito da umidade relativa, regime de escoamento de ar etc., são rigorosamente avaliados. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões. “
Resumindo; se tiver uma quantidade acima do normal no sangue, o aparelho detecta!
São várias as versões que existem (uma delas usa e abusa dos palavrões!). Destacamos a versão que está no topo : nela um suposto aluno da PUC de Campinas ensina como fazer para escapar do bafômetro com um texto muito mal escrito e cheio de erros e contradições, como veremos abaixo:
“Meu nome é Bruno Barreto Alvez. Sou formado em Química pela PUC de Campinas e vou deixar uma dica para escapar do teste do bafômetro desde que você não esteja muito bêbado e não consiga seguir as dicas abaixo: “
Quem é esse Bruno? Será que ele foi aluno da PUC mesmo?
Bom, uma pessoa formada em uma tão conceituada universidade como a PUC não escreveria esteje, como está escrito em algumas versões;
A Assessoria de Imprensa da PUC-Campinas e a assessora, Adriana Furtado, em resposta ao nosso e-mail, avisa:
Informamos que a referida pessoa não é, nem foi, aluno da PUC – Campinas.
Caso você seja abordado, é quase certo que não dê tempo de tomar um copo de coca-cola e sair com a boca cheia de gelo. É bom lembrar que beber ou comer ao volante constitui infração média, ou seja, o infrator se for pego leva multa de R$ 128 e quatro pontos na carteira.
Em um dos parágrafos o texto afirma:
“4) Se o do policial pedir primeiro documentos e coisa e tal tome outro gole seguindo o mesmo procedimento 3.”
É claro que o policial vai pedir os documentos.
Mais abaixo, o e-mail diz:
“5) Finalmente o Bafômetro sopre devagar e no mesmo ritmo, mesmo que você tenha tomado um monte mas se sente legal o teste vai dar negativo ou abaixo dos 0,02 mg/l de sangue.”
Assoprar o bafômetro devagar invalida o teste! O próprio aparelho avisa da necessidade de se refazer o teste, assoprar de novo. E você pode ter certeza de que o policial não vai deixar você ir no carro pra tentar encher a boca de gelo de novo.
Nas próximas linhas:
“Isto acontece pelo fato do hidrogênio liberado pelo gelo anular a maior parte da associação do álcool no ar do seu pulmão, esta dica é velha e foi descoberta por estudantes de Química Americanos que tiveram que enfrentar o mesmo tipo de punição nos anos 70 e 80. Agora no EUA não se usa mais o bafômetro e sim o teste da faixa que ai não tem estudante, professor, PHD que de jeito.”
Os “Caçadores de Mitos“, programa australiano popular dos EUA – fez um teste em sua primeira temporada – no episódo sexto – provando que é impossível burlar o bafômetro.
O hidrogênio (ou hidrogênico, como descrito em algumas versões!) liberado pelo gelo é tão insignificante que nem se coubesse duas toneladas de gelo dentro da sua boca não surtiria o efeito desejado.
O e-mail termina dizendo:
“Ps: Em Campinas já passamos por 03 blitzes usando este método, e lembrando que esta dica não adianta no caso de amostra de sangue.”
De acordo com o jornal Correio Popular do dia 01/08/2008, a primeira blitz realizada depois da vigoração da lei seca ocorreu no dia 31/07/2008, será que teria dado tempo do rapaz do e-mail (e seus amigos) ter(em) passado por 3 “blitzes” antes mesmo da lei seca entrar em vigor? É bem provável que não, pois a mesma reportagem afirma que não havia bafômetros no perímetro urbano de Campinas. Segundo o jornal, havia apenas os aparelhos nos postos policiais do Km 85 da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) e do Km 120 da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, que liga Campinas a Mogi Mirim (SP-340)
A Folha On-line fez uma reportagem comprovando o que trata-se de um boato.

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