Dia da Baiana do acarajé – 25 de novembro *.*

A influência na cozinha brasileira é mais presente na Bahia, estado que recebeu  levas de escravos durante o Brasil Colônia. As baianas vendedoras de acarajé vesten-se de branco, com brincos e muitos colares coloridos e turbantes na cabeça, como no quadro da artísta naif Alba Cavalcanti, natural da Paraíba.
Pintura do Acervo do Museu Internacional de Arte do Brasil


“O que é que a baiana tem?”. O trecho é da música composta e gravada pelo saudoso baiano Dorival Caymmi, a respeito do mistério que cerca a baiana do acarajé, um ícone mais que presente nas ruas de Salvador. Quem conhece esse símbolo da Bahia sabe que no tabuleiro da baiana tem acarajé, abará, vatapá, caruru, salada, pimenta, bolinho de estudante, cocada e outras iguarias que a tornam um atrativo imperdível para quem visita a Bahia. Mas, além disso, as baianas do acarajé também têm um dia dedicado a sua história e representação cultural. As comemorações serão nesta sexta-feira, 25 de novembro.



Segundo a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), são três mil quituteiras cadastradas em Salvador e região metropolitana que vendem acarajé, abará, bolinho de estudante e outras iguarias.
Em 2005, o ofício (profissão) das baianas do acarajé foi tombado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), registrado no Livro de Registro dos Saberes. O acarajé também foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador, pela Câmara Municipal.
Em 2009, as baianas foram homenageadas com a inauguração de um memorial na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico de Salvador, local onde é possível encontrar objetos e adereços que retratam a história e a tradição dessas quituteiras.

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