A Torre das Olimpíadas de 2016

Veja a mensagem original como nos foi apresentado, sem adições ou correções ortográficas.
“O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.
Projetada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.
A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período noturno.”

A imagem de um projeto sobre uma torre que será construída para as Olimpíadas de 2016 está circulando nas caixas de e-mail como uma corrente. Esta torre seria construída aqui no Rio de Janeiro, na Ilha de Cotonduba, sob o nome de Solar City Tower.
Será mesmo que teremos mais este monumento na Cidade Maravilhosa ou apenas mais uma farsa da internet?
Vamos ler o e-mail em sua forma original, sem cortes, correções gramaticais ou edições:
Desde abril de 2010, esse e-mail circula pela rede e afirma que um projeto para a construção de uma torre de observação na ilha de Cotonduba, no Rio de Janeiro, em comemoração às olimpíadas de 2016 (que serão realizadas aqui no Brasil!).
Verdade ou mentira ?
O projeto rexistiu, mas é apenas conceitual.
Os desenhos da torre foram criados pela RAFAA, que era uma das concorrentes de um concurso internacional promovido pela Arquitectum, empresa privada sediada no Peru e organizadora de concursos por todo o mundo. Os concursos são patrocinados pela DawnTown 2008 Waterworks e, No Brasil, é desenvolvido pela Universidade Estácio de Sá.
Os concursos organizados pela Arquitetum são feitos para promover e incentivar a criatividade dos participantes e, segundo o próprio site deles, os projetos devem ser totalmente conceituais.
Centenas de projetos participaram do concurso e o projeto entregue pela RAFAA nem ficou entre os finalistas do concurso. No entanto, pela polêmica causada por causa da exposição dos desenhos na internet, a empresa conseguiu fazer uma enorme divulgação de sua marca.
Os vencedores desse concurso, realizado entre 2008 e 2009 foram:
1º Lugar – Kalinca Braga Augisto Vicente, Jan Foerster – Brasil:
2º Lugar – Rui dos Reis – Alemanha;
3º Lugar – Eduardo Martins Rodrigues – Espanha.
Mas, se o projeto fosse real e de fato aceito, diversos pontos deveriam ser considerados e mudados para que fosse possível a sua construção:
1 – A Lei nº. 5019 de 6 de maio de 2009, institui um tombamento da ilha e de mais 200 metros do espelho de água em volta dela. A Área de Preservação Ambiental do Morro de Leme, Urubu e Ilha de Cotunduba foi criada pelo Decreto Municipal nº. 9.779 de 12 de novembro de 1990 e regulamentada pelo Decreto Municipal nº. 14.008 de 05 de julho de 1995. Ou seja, pode até acontecer, mas é muito difícil autorizarem a construção de algo lá;
2 – A quantidade de energia necessária para se erguer a água até o topo da torre seria muito alto. A área ocupada pelos painéis solares teria que ser maior do que a área ocupada por toda a construção;
3 – O caminho até a ilha é de difícil acesso. Os engenheiros teriam que pensar numa solução para isso sem comprometer a natureza, que já estaria comprometida por causa das obras.
Portanto trata-se de um projeto conceitual!

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