A Cruz de São Bartolomeu e São Cipriano

No grande “Agiológio”, relíquia medieval, encontram-se os apontamentos sobre a Vida e Milagres de São Bartolomeu e ali se ensina como fazer a cruz desses san- tos e também a maneira correta de usá-las.
Arranja-se um pedaço de pau de cedro e dele cortam-se três pequenos pedaços, sendo que um deles deve ser mais comprido do que os outros, para que formem direito os braços de uma cruz. Em seguida cobrem-se os pedaços de cedro com alecrim, arruda, aipo, colocando-se em cada braço, em cima e embaixo da parte mais comprida, uma pequena maçã de cipreste. Durante três dias a cruz deve permanecer mergulhada em água benta, findo os quais a mesma é retirada e, no mesmo dia, ao dar meia-noite, pronuncia-se junto a cruz a seguinte oração:
“Cruz de São Bartolomeu e São Cipriano, a virtude da água em que estiveste, e a madeira de que és formada, que me livre das tentações do espírito do mal e tragam sobre mim a graça de que gozam os bem-aventurados”.

A cruz pode ser trazida dentro de um saquinho de seda preta benzida, ou mesmo andar unida ao corpo, presa ao pescoço por um cordão de seda preta. A pessoa que a trouxer deve fazer o mais possível por ocultá-la a toda a gente; e quando desconfiar que alguém lhe lançou “mau olhado”, deve na ocasião em que se deitar, beijar três vezes a cruz e dizer a oração acima.

Ao levantar deve também beijar três vezes a cruz e rezar em seguida um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  

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