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AS MÚSICAS QUE FIZ PRA NOZES

Theodoro Peckol.

Theodoro Peckolt, foi um farmacêutico e naturalista alemão. Estudou pioneiramente a flora do Rio de Janeiro desde 1847 enviando exemplares de plantas e sementes para o botânico Carl Friedrich Philipp von Martius que estava na Alemanha. Publicou diversos periódicos e livros com estudo de aproximadamente seis mil plantas. Permaneceu no Brasil durante 65 anos
Era filho do Capitão dos Lanceiros do Kaiser, cuja as corriqueiras transferência de cidade o obrigaram a completar sua formação universitária de farmácia em várias escolas diferentes.
Em 1843, também prestou serviço militar como farmacêutico na fortaleza de Glogau. posteriormente, estudou farmácia, nas Universidades de Rostock e Göttingen e, em 1846, por recomendação do dr. Reichenbach, começou a trabalhar no Jardim Botânico de Hamburgo.
Reconhecendo os talentos de Peckolt, Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e August Wilhelm Eichler o induziram a visitar o Brasil na excursão científica de 1847, a fim de estudar a flora tropical e remeter-lhes todo material colecionado.
Naquele período o caráter das relações diplomáticas entre a Alemanha e o Brasil modificou-se, tanto pela abertura dos portos quanto pela vinda da Arquiduquesa Leopoldina noiva do futuro imperador dom Pedro I.

Da corte da futura imperatriz vieram oito cientistas, entre eles von Martius, um dos principais incentivadores da vinda de Theodoro Peckolt para o Brasil.

Peckolt chegou no Brasil em 1847, e permaneceu nessa terra até completar 65 anos de idade,produzindo uma obra de 170 publicações, entre períodico e livros, totalizando a análise de quase seis mil plantas, em sua maioria na região da mata atlântica.
Fazia parte de um geração de ciêntístas que era estimulada pelos relatos de Alexander von Humboldt, como também pelo fato de a partir de 1808 lhe haver sido franqueado um imenso território até então interditado, uma terra que apresentava possibilidades ilimitadas para a iniciativa intelectual. Considerada a época de ouro das pesquisas alemãs no Brasil.
Após um período de permanência na cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou na farmácia de Simão Marcolino Fragoso, localizada na rua do Fogo, Peckolt aprendeu a falar português e conseguiu juntar o dinheiro necessário para comprar um animal de sela e fazer os arranjos de viagem para fora da corte.
Em setembro, Peckolt começou a exploração Viajando a cavalo, percorreu as províncias do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estudando-lhes a flora.
Recebeu pagamento de 50$000 réis mensais para enviar plantas em herbário para Martius e sementes para os Jardins Botânicos de Berlim e Munique, assim como outros objetos de história natural.
Em julho de 1851, foi aprovado no exame farmacêutico da Escola de Medicina do Rio de Janeiro.
Em novembro do mesmo ano, estabeleceu-se em Cantagalo, a convite de médicos e fazendeiros alemães e suíços lá instalados. Comprou uma farmácia e casou-se, em 12 de junho de 1854, com dona Henriqueta, filha do vigário protestante Friederich Sauerbrönn, da colônia suíça de Friburgo.
Peckolt viveu entre Cantagalo e Friburgo durante 17 anos e, nesse período, adquiriu profundo conhecimento da flora e fauna local.
Para dar continuidade a seus trabalhos de colaborador da Flora Brasiliensis, montou em sua farmácia um laboratório próprio para realizar análises das plantas brasileiras.
Peckolt permaneceu em Cantagalo até 1868 e ali realizou, cerca de quinhentas análises quantitativas de extratos de plantas da flora brasileira. Destas, 437 foram publicadas em revistas internacionais, entre 1850 e 1868.

No entanto Peckolt realizou análises químicas de 285 espécies, geralmente os estudos eram feitos em três ensaios separados, um para a casca, um para a folha e outro para as flores. O herbário fornecia-lhe os meios para a comparação morfológica das numerosas espécie.

No período de 1852 a 1867,, recebeu muitas honrarias acadêmicas, sendo nomeado membro correspondente da Real Sociedade Botânica de Regensburg (1852) e da Real Sociedade Farmacêutica da Alemanha (1857).

Foi nomeado doutor honoris causa da Academia Cesárea Leopoldino-Carolino-Germânica, da Alemanha, em 1864, por seus trabalhos químicos e botânicos sobre a flora brasileira.

Retornando ao Rio de Janeiro, Peckolt associou-se a Frederico Augusto Duvel, farmacêutico já estabelecido na corte, na farmácia Peckolt & Duvel — Farmacêuticos da Casa Imperial, localizada na rua Direita número 59.

Em 1872, estabelece uma farmácia de sua propriedade, a Pharmacia Imperial, na rua da Quitanda, 193, posteriormente 157 "em frente ao Beco do Bragança", onde produzia alguns dos produtos que haviam sido apresentados por Peckolt nas exposições nacionais (1861, 1866) e universais (1862, 1867): pós de doliarina, preparação de leite da gameleira, agoniadina fluida, extratos de caroba, salsaparrilha e japecanga. Na farmácia mandou construir um laboratório em que continuou a analisar nossas plantas.

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