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AS MÚSICAS QUE FIZ PRA NOZES

A Influência de Vigotsky na Educação Especial.

A defectologia é considerada uma das maiores contribuições que o educador russo Levy Vigotski deixou para a psicologia, baseada no método histórico-cultural, característico do regime marxista em que foi criada essa teoria, na década de 1920 na extinta União soviética. O presente trabalho visa analisar sob a ótica da defectologia de Vigotski, a sua contribuição no estudo e desenvolvimento da educação inclusiva, que apesar do pouco material que temos acesso em língua portuguesa é de grande importância.

A OBRA DE VIGOTSKY NO BRASIL

Ao contrário do que parece o psicólogo russo Lev S. Vigotski era uma pessoa muito culta, estudo as artes, a psicanálise e a literatura, paralelamente ao seu estudo do comportamento humano e do funcionamento do cérebro, formado em direito pela academia de Moscou, iniciou seus estudos na área de história e literatura.

Foi no início da década de 1980 que se iniciou a divulgação da obra do psicólogo russo Lev S. Vigotski no Brasil, com ênfase no papel da educação no desenvolvimento humano. Apesar da curta duração de sua vida, seu trabalho foi continuado por dois grandes amigos e seguidores de suas ideias, os psicólogos russos Alexandre Lúria e Alexei Leontiev.

Sem dúvida um dos grandes impedimentos da difusão do estudo das teses de Lev S. Vigotski foi a falta de material traduzido em língua portuguesa de sua obra, escrita no seu curto período de vida, sendo que muitas coisas ainda aguardam a devida atenção por parte das editoras especializadas.

Mesmo assim o caráter libertário do método histórico-cultural nos permite analisar as questões educacionais relacionadas aos desvios do desenvolvimento humano, sob a ótica do método histórico-dialético desenvolvido por Vigotski, norteador da defectologia, a teoria do desenvolvimento humano

VIGTSKY E A EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

Existe um coleção de cinco volumes da obra completa de Vigotski, atualmente não traduzidos para o português, mais é possível encontrar uma tradução em castelhano, onde o quinto volume é totalmente dedicado as pessoas deficientes. Demonstrando uma preocupação com essa questão, dedicou um lugar de destaque em sua obra e no trabalho de sua vida.
Compreender problemas relacionados à neuropsicologia e à psicopatologia, era um dos pontos fundamentais no trabalho de Vigotski, isso consequentemente remete a educação especial. Entre os pontos prático de seu trabalho estava a análise da linguagem no desenvolvimento de pessoas surdas e cegas e o estudo do processo de formação da esquizofrenia.
Vivendo num período pós-guerra e pós-revolucionário, ele constatou que uma grande quantidade de pessoas com deficiência que esses conflitos geraram, associados a quadros de miséria, violência e desordem social. Isso impulsionou seu trabalho direcionado para a formação do psiquismo humano através das interações sociais, segundo o método histórico-cultural. Também pesou a necessidade de se criar um método para o novo regime que surgia, o socialismo marxista-leninista.

Os principais pontos da teoria de Vigotski podem ser enumerados em dois, que são :

Enfoque Qualitativo X Quantitativo

Vigotski rejeita a análise quantitativa e as formas de mensuração da deficiência, seu enfoque se dá na questão da qualidade, tentando compreender o funcionamento da psique e pela diversidade humana. Sob a ótica de defectologia, ele tenta estabelecer novas leis para o desenvolvimento humano. Vigotski afirma que o desenvolvimento de pessoas com deficiência obedece as mesmas leis do desenvolvimento humano, porém organizado de foram diferente.

Deficiência Primária X Deficiência Secundária

Para Vygotski a deficiência não devia ser associada somente a causas biológicas, deveria-se considerar também o aspecto psicossocial, para isso ele criou dois níveis de deficiência. A deficiência primaria que trata da causas biológicas propriamente ditas e a deficiência secundária que trata dos problemas psicossociais, muitas vezes onde a escola cria barreiras e problemas que dificultam o desenvolvimento da pessoa deficiente.

Vygotski desenvolveu uma postura crítica em relação a educação vigente, defendendo a tese de que o sistema educacional deveria dar condições ao indivíduo de superar suas dificuldades, e manter este estagnado na condição em que vivia, ou seja, à margem da sociedade como um peso morto.

Deficiência X Compensação Social

A compensação social, segundo Vigotski consiste, na reação do indivíduo diante da sua deficiência, na vontade de superar suas limitações com ajuda de meios criados pelos educadores, um desses meios é a mediação simbólica. Por isso, a escola deve criar oportunidades para que a compensação social efetivamente aconteça de modo organizado e objetivo, criando um processo de apropriação cultural por parte do portador de deficiência.

Existem princípios que não podem ser desconsiderados na ênfase na dimensão prospectiva de desenvolvimento psicológico que Vigotski propõe em seu conceito de Zona de desenvolvimento proximal. Esses princípios devem ser interpretados como desdobramentos da lei genética do desenvolvimento cultural, que compreende a gênese das funções psicológicas superiores no plano intersubjetivo (Pino, 1993).

Em seus estudos Vigotski fez contribuições específicas para cada deficiência, sendo que se dedicou mais aos aspectos que se tratam da deficiência intelectual, à surdez e à cegueira.

Quanto deficiência intelectual, seus estudos falam da heterogeneidade do grupo que compartilha desta condição, salientando que, tão importante quanto a deficiência, é a personalidade dos sujeitos. A reação subjetiva aos limites inerentes à deficiência e o lugar que ocupa essa condição na totalidade de suas características são aspectos fundamentais de seu processo de constituição como sujeito.

VIGOTSKI E A DEFICIÊNCIA VISUAL

Quanto as pessoas com deficiência visual, essa foi uma preocupação fundamental de Vigotski, tanto que em seus textos ele elabora alguns princípios gerais da educação de pessoas com deficiência . Ao revisar as teorias de seu tempo sobre a educação de cegos, Vigotski vai contra a noção de compensação biológica do tato e da audição e coloca o processo de compensação como alternativa viável, ficado na linguagem a capacidade de superar as limitações criadas pela impossibilidade de acesso à uma experiência visual.

O princípio de mediação semiótica do funcionamento psíquico garante esse pressuposto, pois a partir da intersubjetividade o acesso à realidade se da por intermédio da significação e pela mediação do outro (Góes, 1993, 1995). O atributo da linguagem de atribuir à realidade uma existência simbólica é, elevada à sua máxima potência.

Nesse sentido, as limitações ficam reservadas somente ao aspecto da mobilidade e orientação espacial, sendo que os processos referentes ao desenvolvimento do psiquismo, como a elaboração dos conceitos, ficam preservados e, atuam na superação das dificuldades secundárias

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mesmo depois de tanto tempo as ideias de Vigotski ainda são válidas, o que torna o estudo de suas teses nos meios acadêmicos assunto pertinente; porêm seus argumentos contêm um alto nível de abstração, na medida em que priorizam os princípios gerais, em detrimento da análise das implicações de seus conceitos (Leontiev, 1996). Há, portanto, a necessidade de explorar as questões em aberto e investir na pesquisa sobre as possibilidades de aplicação de seus conceitos e indicativos à intervenção educacional.

As reflexões de Vigotski sobre a educação da pessoa com deficiência, embora criadas em um contexto histórico e cultural completamente diferente do mundo atual, trazem pistas concretas para a implementação de experiências educacionais que favoreçam a autonomia e a cidadania das pessoas com deficiência. O atual excesso de leis e discursos que sustentam a educação inclusiva não tem elucidado as condições para sua consolidação prática.

A obra de Vigotski, em contrapartida, apresenta indicativos para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem de educandos com deficiência, sobretudo daqueles com deficiências sensoriais.

Na tentativa de criar uma nova teoria psicológica baseada principalmente na obra de Engel, onde o homen deve ser o sujeito do sua história tendo a plena capacidade de modificar sua condição e evoluir, Lev S Vigotski quebra barreiras tradicionais, que colocavam o deficiênte como um ser a margem da sociedade incapaz de evoluir, tornando-se assim os dos impulsionadores da educação inclussiva no mundo.

Bibliografia:

Costa, Dóris Anita Freire - Superando limites: a contribuição de Vygotsky para a educação especial - Rev. psicopedagogia. vol.23 no.72 São Paulo 2006.

Góes, M. C. R. (1995). A construção de conhecimentos: O pensamento de Vygotsky como fonte de e animando o papel do outro nos processos de significação. reflexão. Cadernos Temas de Psicologia, 2, 23-29.
Nuremberg, Adriano Henrique - CONTRIBUIÇÕES DE VIGOTSKI PARA A EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL - Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 2, p. 307-316, abr./jun. 2008
Pino, A (1993). As categorias de público e privado na análise do processo de internalização. Educação & Sociedade, 42, 315-327
Zanella, A. V. ( 1994). Zona de desenvolvimento proximal: análise teórica de um conceito em algumas situações variadas. Temas : Fundamentos de defectologia em Psicologia, 2, 97-110.

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